quinta-feira, 15 de julho de 2010

“02 de abril” O dia que nunca existiu.

Alumínio, onde já se festejou datas de aniversario de São Roque e Mairinque; com a emancipação política, finalmente pode festejar a sua própria data magna, tão desejada, que além de cívica é também religiosa. Porque religiosa? Analisamos os fatores da escolha:

A escolha dessa data, após os dois debates e adiamento, foi a alternativa política-religiosa encontrada pelo nosso Edis.

A data de 05 de dezembro, que foi o início da C.B.A. e a mudança do nome da Estação Ferroviária para Alumínio em 1946, não agradou ao Legislativo em termos históricos. Sendo assim, o mais lógico seria o dia 10 de julho, data que no ano de 1895, foi inaugurada a referida Estação Ferroviária. Só que, infelizmente esta data não chegou nem a ser discutida.

A data de 30 de dezembro de 1991, na qual o Governo Fleury assinou o decreto da nossa emancipação, agradou a todos; mas, conforme nossos Edis, essa data com certeza seria ignorada com o tempo, pela impossibilidade de ser festejada civicamente, ou seja, com eventos e participação das escolas, que nesse período encontra-se em férias.

Agora pergunto:
“Se nesse país onde se espalha a imoralidade, corrupção, escândalos e mais escândalos, onde recentemente tivemos registrados uma longa greve dos nossos professores. Ainda se tem a ousadia de falar em comemoração cívica. Que absurdo?”

Daí surgiu a data 19 de maio, dia do Plebiscito, que também foi descartada porque essa data poderia ser 05 de novembro, dia em que o ex-prefeito Gemente conseguiu adiar o 1° Plebiscito da nossa emancipação.

Com esse “chove não molha”, essa indefinição dos nossos vereadores, as Lideranças Católicas apresentaram a data de “02 de abril”, “Dia de São Francisco de Paula”, a qual foi aprovada pela Câmara.

Se nosso Edis estavam indecisos, logicamente deveriam selecionar as datas base de 30 de dezembro de 1991 e 19 de maio, além de outras datas históricas, então convocar um novo Plebiscito para que a população decidisse a melhor data para o aniversario da nossa cidade, porque quem decidiu o sim em prol da emancipação fomos nós. Será que não teríamos o direito dever e competência de votar também pela escolha de uma data tão importante. Isso sim, seria democracia.

Sabemos também que, foram recebidos ofícios de Igrejas Evangélicas contestando a data de 02 de abril, porém, sem nenhuma outra sugestão, o que praticamente não serviu para nada.

“O historiador Rogik Vieira” diz que a data de fundação de uma cidade é aquela que se registram os primeiros assentamentos de famílias no local, sendo necessários pesquisas em livros de cartórios, Câmara e Prefeitura” enquanto nossos representantes do Legislativo sequer interessaram-se por isso, pois apesar de fácil, requer tempo, pesquisas, etc e , acomodados, optaram para o modo mais direto, , uma vez que havia em evidencia o dia 02 de abril, sugerida pela Igreja Católica.

Será que estamos retrocedendo na história e aterrisando na Idade Média, onde todas as diretrizes políticas eram determinadas pela Igreja?

Agora que já foi definida a data de aniversario, precisamos saber qual o Ano da Fundação e Idade da nossa cidade, para assim, interarmos de sua historia e acompanhar seu desenvolvimento.

Ataíde P. Estevão (Sucuri)